Em outro vídeo já apontei o quanto um trabalho precarizado, com horas exaustivas, pressão por metas inalcançáveis, assédio moral.. sem falar no transporte público onde muitos passam grande parte do seu dia, enfim.. o quanto essa realidade de longas jornadas adoece o sujeito mentalmente e prova disso são os altos índices de afastamentos, licenças médicas, o desenvolvimento de transtornos mentais etc..
Importante compreender que somos sujeitos integrados em uma teia social onde o trabalho é parte de nós e não o todo. Muitos discursos e falácias são ditos na intenção de conduzir as pessoas somente à atividade laboral esquecendo dos cuidados tão necessários da saúde física, mental, de lazer, de desenvolver outras atividades criativas ou de qualquer outro interesse. Esse equilíbrio torna a vida muito mais leve, com maior qualidade, e certamente previne muitas das doenças tanto mentais quanto físicas.
Para a família, a normalização da ausência dos pais em decorrência dessas longas jornadas refletem o quanto estamos imersos neste discurso que privilegia uma pequena camada da sociedade. A PEC pelo fim da jornada 6X1 apresentada pela dep.fed. Erika Hilton do Psol, idealizada pelo vereador Rick Azevedo do mesmo partido e fundador do VAT ( movimento vida além do trabalho), possibilitaria maior qualidade de vida, menos absenteísmo e consequentemente reduziria a oneração aos serviços de saúde. Empresas propiciariam ambientes de trabalho com funcionários mais produtivos e saudáveis mentalmente.
Para as mães de bebês pequenos, mães solo, pessoas que trabalham distante do seu emprego, ou que trabalham e estudam essa proposta contribuiria e muito na qualidade de tempo com seus familiares e suas rotinas e demais atividades.
Saúde mental não é luxo, é direito humano.
