Viver a maternidade em sua plenitude é um grande desafio. Ser mãe em especial é culturalmente sentir culpas, demais ou de menos…ser pais em meio a dificuldades financeiras ou questões que envolvem problemas de saúde é bem mais delicado. Porém, na ausência desses fatotes, mas em se tratando de uma geração conhecida por sua rigidez, contrastando com seus excessos, pode ser tão desafiador quanto.
Uma geração, moldada em tantos “nãos” e “nós”, produto da falta de comunicação, insegurança ou mágoas por seus genitores, acaba resultando no distanciamento entre pais e filhos, que é um dos maiores prejuízos dessa relação. Ser mãe é antes de tudo se doar, mas também construir junto, é dar colo, mas também oferecer apoio, é dar a mão, se mostrar disponivel, mas também se permitir errar e chorar.
Para uma geração que em sua maioria conheceu o medo ao invés do respeito, não recebeu o afeto suficiente, a escuta necessária, e teve o não como regra, se permitir descontruir, reconstruir e aprender através de uma nova perspectiva, pelo simples fato de amar incondicionalmente seu filho, é uma grande vitória. E assim, quando for a hora, ter a certeza de ter oferecido o seu melhor e de ter participado de forma genuína na vida dos filhos. Nada é mais gratificante e poderoso do que ver nos seus, cidadãos íntegros, confiantes e seguros. Adultos solidários e respeitosos.
Amar também é deixar ir, mas saber que agora sua vida fora de você segue voos mais altos, mais leves, com muito mais força e discernimento, mais estrutura emocional para lidar com os desafios que se apresentarão no percurso da vida e o retorno espontâneo ao “ninho” carregado daquelas belas memórias são uma certeza. Se permita encerrar ciclos, perdoar o passado, recomeçar o presente inspirando ainda mais o futuro.
