Sabemos que a internet já faz parte da vida cotidiana. Mas o cuidado e responsabilidade são fundamentais para um desenvolvimento saudável dos pequenos. Segundo a OMS, é recomendado que antes dos 2 anos de idade não seja oferecido o uso de telas. De 2 a 5 anos, é permitido 1 hora, de 6 à 10 anos o acesso pode ser de até 2 horas por dia.
Em janeiro deste ano, foi sancionada a Lei 15.100/2025 que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos em escolas públicas e privadas em todo o território brasileiro. Assim, fica cada vez mais claro a importância de reduzir o tempo de telas, restringir sites inadequados e supervisionar o acesso. Mas apenas retirar ou reduzir o acesso às telas não basta. Praticar brincadeiras e atividades que exijam movimento, brincar com outras crianças, passear ao ar livre, promover a leitura ou ler junto aos filhos é fundamental para que essa transição de rotina seja positiva. O tempo é curto, é verdade, mas dentro das possibilidades de cada família, é importante que a educação dos filhos seja prioridade.
Dentre as consequências do uso excessivo e irresponsável das telas estão:
Isolamento, problemas no sono, prejuízo na visão e audição, dificuldade de aprendizagem, compulsão alimentar, transtornos depressivos e ansiosos, comportamento agressivo, dores no pescoço e coluna e dependência digital. O problema não são os celulares, tablet’s, mas o quanto seu uso impacta nossas vidas, o quanto se torna extensão do trabalho em casa. Se nós adultos sabemos o quanto esses super estímulos podem promover dependência digital, o cuidado deve ser redobrado às crianças que são muito mais vulneráveis. Vale lembrar que o exemplo e participação são palavras chaves no cuidado e educação dos filhos.
