Drogas, cigarros, bebidas, jogos de azar, pornografia…enfim o sofrimento do vício, de comportamentos nocivos tem grandes consequênicas e impactam não apenas o indivíduo, mas a família, relações e no trabalho também. O sentimento de descontrole, de impotência em não conseguir parar ganha força conforme o vício se estende.
Temos visto no Brasil uma epidemia de pessoas que se envolvem em dívidas enormes decorrentes da compulsão dos jogos de azar. Certamente o cenário de desemprego, de desigualdades e de incerteza podem contribuir nesse sentimento de desesperança podendo chegar ao desespero. E sim, a depender da rede de apoio, da estrutura emocional de cada um, o caminho mais sombrio de dar fim a própria vida é uma realidade factível e tem acontecido em todo o país.
Nesse sentido essa problemática não é considerado um problema apenas individual, de comportamento, de juízo de valor, mas de saúde pública.Ainda assim, filhos, esposas, companheiros, famílias inteiras sofrem a dor em não conseguir auxiliar o ente querido, sem falar no julgamento e preconceito da sociedade que deposita toda a responsabilidade ao indivíduo adoecido e à família.
Todo esse cenário exige ajuda profissional, e o tempo pode fazer grande diferença. Ao adicto, o sentimento de culpa, a compulsão e o autocontrole são trabalhados em terapia, além da sua historicidade e possíveis experiências que podem ter servido de fator desencadeante para tal comportamento disfuncional.
Às famílias também é importante buscar ajuda profissional, para compreender melhor o quadro e lidar com menos desgaste e mais sabedoria, também compreender os limites e lidar também com possíveis sentimentos de culpa e estigma por parte do julgamento e preconceito externos. A terapia auxilia na condução desse processo além de inicialmente ao sujeito, já ir diminuindo a angústia imediata, que muitas vezes é o gatilho para o comportamento compulsivo.
