Você já percebeu o quanto você se julga, se cobra e é crítico consigo mesmo? Pois é, infelizmente é um comportamento bem comum entre as pessoas, a gente tende a ser mais permisssivo com os outros e conosco pegamos pesado.
Nesse sentido, reflita do quanto você é importante, de como todos nós temos o direito de errar, mas também de aprender. Ou seja, uma consequência ruim não precisa ser entendida sempre como culpa, mas responsabilização. A culpa gera punição, autossabotagem, autoboicote já a responsabilização tem um sentido de aprendizagem, de esperança, de melhorar, de se permitir dar uma nova chance.
Errar faz parte do processo. Você não precisa ser perfeito, precisa ser possível. Agir com gentileza e respeito consigo faz uma grande diferença. Muito desse comportamento de vigilânica, é como se fosse uma forma de se manter longe das falhas, dos erros, nada mais é do que resultado de uma experiência de cobrança, de excesso de críticas, e escolher adotar essa postura (ainda que seja compreensível) pelo fato de ser um manejo de autopreservação, ao longo do tempo isso se mostra um equívoco. Se manter em alerta de forma constante não apenas revela medo (muitas vezes de um medo não elaborado e ressignificado) tornando a pessoa menos espontânea, com menos autonomia, menos ela mesma.
Sustentar um personagem sempre disposto, feliz e motivado 100% do tempo é ser refém de um autojulgamento, de falta de respeito consigo, de distanciamento de si em prol de uma imagem quase que impecável para o outro, reflete invalidação e anulação de si. Valorizar quem se é conduz a uma vida mais leve, menos tortuosa, com menos conflito, não digo que será mais fácil, mas atuar com autencidade, generosidade e compaixão traz proximidade e conexão tanto de você com você mesmo como com suas relações. Pessoas autênticas são mais conectadas, geram mais receptividade, cultivam amizades verdadeiras resultando num crescimento e processo de autoconhecimento mais postivo e genuíno.
